Uma das mais notáveis pressões internas é a pressão produzida na bexiga devido ao acúmulo de urina.
FIGURA 1

Figura 1: A relação volume-pressão típica na bexiga. Fonte: CAMERON, J., SKOFRONICK, J.G. Medical physics. New York: John Wiley & Sons, 1978, p.112.
A Figura 1- mostra a curva típica pressão - volume para a bexiga, que é esticada quando o seu volume aumenta. Poder-se-ia ingenuamente esperar que o aumento na pressão fosse proporcional ao volume. Entretanto, para um dado aumento do raio R, o volume aumenta com R³ enquanto a pressão cresce somente com R². Esta relação explica a inclinação relativamente baixa da maior parte da curva pressão - volume. Para adultos, o volume máximo típico na bexiga antes de esvaziar é igual a 500 ml.
Em algumas pressões (~30 cmH2O) o reflexo de micturição ocorre. A enorme contração muscular resultante nas paredes da bexiga produz uma pressão momentânea de até 150 cmH2O. É comum, garotos fazerem o "experimento" físico de medir esta pressão máxima diretamente, observando a altura atingida pela urina num muro. A pressão normal de esvaziamento é bem baixa (20 a 40 cmH2O), mas para homens que sofrem de obstrução prostática da passagem urinária pode chegar a valores acima de 100 cmH2O.
A pressão na bexiga pode ser medida passando um cateter com um sensor de pressão no interior desta através da uretra. Em direta cistometria, a pressão é medida por meio de uma agulha inserida através das paredes do abdômen diretamente na bexiga. Esta técnica fornece informação da função das válvulas fechadas (esfíncter) que não pode ser obtida com a técnica do cateter.
A pressão da bexiga aumenta durante a tosse, esforços e quando permanecemos em pé. Durante a gravidez, o peso do feto sobre a bexiga aumenta a pressão desta e causa frequente micção. Uma situação estressante, também pode produzir um aumento de pressão; estudando para exames finais frequentemente resulta em muitas idas ao banheiro devido ao "nervosismo".
Texto extraído e adaptado do livro:
CAMERON, J., SKOFRONICK, J.G. Medical physics. New York: John Wiley & Sons, 1978.