O cérebro contém aproximadamente 150 cm³ de fluido cerebrospinal¹ FCS) numa série de aberturas interconectadas chamadas ventrículos (Fig. 8). O fluido cerebrospinal é gerado dentro do cérebro e flui através dos ventrículos para o interior da coluna espinhal e eventualmente para o interior do sistema circulatório.
Um dos ventrículos, o aqueduto, é especialmente estreito. Se ao nascer esta abertura está fechada por qualquer razão, o FCS fica preso no interior do crânio aumentando a pressão interna. O aumento de pressão faz o crânio aumentar. Esta séria condição, chamada hidrocefalia (literalmente, cabeça-d'água), é um problema moderadamente comum na infância. Entretanto, se a condição é detectada bem cedo, frequentemente ela pode ser corrigida cirurgicamente instalando um sistema de drenagem de desvio para o FCS.
FIGURA 1

Figura 1: A secção transversal do cérebro mostra a localização do fluido cérebro-espinhal, área sombreada, e o aqueduto. O cérebro frágil é suportado e amortecido por esse fluido. Fonte: CAMERON, J., SKOFRONICK, J.G. Medical physics. New York : John Wiley & Sons, 1978, p.108.
Não é conveniente medir a pressão FCS diretamente. Um método muito grosseiro de detectar hidrocefalia é medir a circunferência do crânio logo acima das orelhas. Valores normais para crianças recém-nascidas variam de 32 a 37 cm, e um valor maior pode indicar hidrocefalia. Outro método qualitativo de detecção, a transiluminação, faz uso das propriedades de espalhamento de luz pelo FCS, um líquido claro, dentro do crânio.
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Texto extraído e adaptado do livro:
CAMERON, J., SKOFRONICK, J.G. Medical physics. New York: John Wiley & Sons, 1978.